segunda-feira, 15 de março de 2010

Chiclete, drop’s, balinhas e afins. O artifício dos grandes encontros

Conheci um cara incrível ontem na festa da minha amiga Marcinha.

Conversamos a noite toda, trocamos telefones, mas nada aconteceu e voltei para casa sozinha e cheia de esperanças dele ligar no dia seguinte.

São 4 da tarde e meu telefone toca. Ele me convidou para jantar.

Poderia descrever tudo que aconteceu entre esse telefonema e eu estar pronta em frente de casa esperando por ele mas essa história fica para depois.

Só sei que após horas tentando encontrar uma roupa que servisse, consigo estar pronta.

Escolho uma bolsa combinando e começo a colocar alguns itens obrigatórios dentro dela: documentos (vai que paramos em uma batida policial ou ele fica muito bêbado no jantar e não consegue dirigir - ai credo nesse caso acho que largarei ele sozinho no restaurante), dinheiro ( vai que ele não paga a conta no primeiro encontro- nesse caso, “ único” encontro) e camisinha ( não que eu vá transar com o cara no primeiro encontro, mas...)

Sinto que ainda falta alguma coisa: CHICLETE, para um bom hálito.

Nesses casos vale tudo: chiclete, drop’s, balinhas,... qualquer artificio.

Aliás, por que será que quando saímos com alguém sempre achamos que ele vai preferir um hálito Lemon Mint?

É inevitável sair para um encontro e não carregar algum destes “ artifícios-bom hálito” na bolsa.

Se você não levar, sem problemas, a outra pessoa com certeza vai ter.

Uma amiga disse que se vê um drop’s no carro do cara que ela está saindo tem certeza absoluta que ele quer beijá-la, ou seja, meio caminho andado.

Muitas vezes nos primeiros encontros rola um certo constrangimento na hora do beijo: alguém joga rápido o chiclete da boca ou fica sem graça de se expor oferecendo um chiclete para o outro.

Por exemplo, quando vocês começam a dormir juntos. Na hora que acordam fica aquele constrangimento para dar um beijo.

Daí ou você corre para o banheiro escovar os dentes ou finge que tá na moda chupar Hall’s no desjejum:

- Nossa meu médico receitou 4 balinhas de Lima limão extra refrescante todas as manhãs.

Em alguns casos de relacionamentos mais avançados a gente obriga o namorado a chupar uma balinha depois de comer pizza de alho no domingo. Sem nenhuma vergonha.

De um jeito ou de outro, as balinhas e chicletes estão sempre presentes durante todas as fases de um relacionamento.

Só sei que ele está atrasado 15 minutos e estou parada na frente do prédio mascando o meu terceiro chiclete. Será que ele prefere gosto de cereja ou de menta?

Situações onde você na pode precisar da sua balinha:

Entrevistas de trabalho

Ao conhecer a sogra

Ao chegar em uma festa cheia de homens bonitos

domingo, 7 de março de 2010

Ser mulher em 2010

Amanhã é o dia internacional da mulher.

por isso, procurei uma inspiração para escrever o que é ser uma mulher em 2010. lógico que represento uma pequena faixa de tantas mulheres mas posso falar com certa propriedade do eu que vivo.

ser mulher ainda é ganhar menos que um homem, mesmo sendo mais qualificada.

é ter que acordar cedo, levar os filhos na escola ou se não tiver filhos, malhar a bunda na academia as 6 e meia da manhã e depois encarar um dia longo de trabalho.

e no meio deste dia, receber um telefonema da sua mãe reclamando de alguma coisa inútil. tentar desligar em vão, mas ter que ouvir o sermão dela.

chegar em casa a noite exausta e ainda ter que estar bonita e bem humorada para passar um tempo com seu marido. isso sem falar naquelas guerreiras que ainda tem que cozinhar, lavar e passar roupa.

ser mulher em 2010 é ter crises nervosas para achar uma boa babá e uma crise maior ainda quando a babá pede as contas.

mulher continua almoçando salada para comer um doce de sobremesa e continua odiando ar condicionado.

estamos em 2010, mas mulher chora em filmes de amor, e acredita que vai encontrar alguém especial para ficar velhinho junto, assim como seus avós. ah sim, porque na geração dos 30 anos como a minha, os pais -em sua maioria- são separados.

mulher se dedica, tem sensibilidade, se entrega com muito mais força que um homem. e fala, fala…e conta tudo para as amigas.

por isso não acredito quando vejo na tv, propagandas de dia da mulher com uma gostosona de lingerie de renda esperando o seu namorado chegar. com certeza, essa propaganda foi criada por um homem.

primeiro: nenhuma mulher normal usa aquela lingerie no cotidiano porque coça e dá alergia.

e segundo porque hoje nós queremos muito mais. porque somos muito mais.

acho que nesse dia das mulheres, preferia ver a propaganda de um presente mais interessante como um chocolate bom que não engorda, um creme que acabasse com a celulite ou 1 hora a menos de trabalho para as mulheres fazerem o que bem entendessem.

fico por aqui. parabéns a todas as mulheres.

segunda-feira, 1 de março de 2010

amuletos

a sua escova de dentes? ainda está ali, intacta no banheiro. já faz alguns meses que você se foi, deixando ela ali, sozinha e desamparada ao lado da minha.

lembro perfeitamente quando a compramos. foi no dia em que o jantar virou um café da manhã. foi num domingo chuvoso e preguiçoso que você a comprou na farmacinha da esquina de casa. e ali ela ficou, ficou até hoje.

protagonista de tantos momentos especiais, caras amassadas e juras de amor.

não sei que tipo de fascínio estes amuletos despertam em nós, mas que eles existem, existem.

desde pequenos quando nos agarramos em uma boneca ou um lençolzinho de dormir, só de saber que aquele objeto está por perto já nos sentimos protegidos e felizes.

daí a gente cresce e continua se apegando.

o travesseiro que só você tem e carrega para todas as viagens, o terço que sua avó te deu e você reencontra em momentos difíceis, o ursinho que ganhou do namorado, o seu primeiro sutiã. quer mais simbolismo que isso? a gente guarda até amarelar. para lembrar daquele momento mágico que você se enxergou mulher pela primeira vez.

amuletos estão em todos lugares, independem de idade ou classe social.

não estou dizendo somente de amuletos da sorte, mas sim destes objetos que fizeram e fazem parte das nossas vidas, que marcam encontros, épocas, e que guardamos como pedras preciosas porque carregam histórias.

objetos que damos para alguém se lembrar que estivemos ali, que fizemos parte da sua história.

talvez seja por isso que a escova de dentes ainda esteja ali. por representar tantos momentos felizes, por representar o nosso amor.