Eu quero para mim um amor como o dos meus pais.
Eu quero sentir pés quentes me esquentando numa noite fria e uma mão firme me segurando no mar revolto do verão.
Eu quero um companheiro, sem medo para encarar a vida de frente, forte suficiente para me dizer “vai dar tudo certo” mesmo quando sabemos que não vai.
Eu quero dividir. Quero paixão. Quero noites de amor.
Quero alguém que goste de crianças e cachorros, que role na grama para brincar com eles.
Por um tempo acreditei que fosse você. Você me fez muito feliz e foi meu sol, meu par.
Eu queria de volta o cara que me apaixonei. Que me abraçava como se o mundo fosse acabar e enchia a boca para me chamar de linda. E era feliz, cantava na estrada, dava risadas e fazia piada.
Mas ele se transformou. E não gosto mais do jeito que ele me olha. Às vezes parece que até tem raiva.
Ele é covarde e foge. É egoísta.
Esse não é o cara que eu conheci. É alguém em quem ele se transformou.
Alguém que se esconde atrás de uma sombra que cultiva. E já não sei mais o quanto é sombra e o quanto é fuga.
Ouvi dizer que ele já tem outro alguém.
Uma pessoa que há pouco tempo atrás dizia que me amava e em tão pouco tempo já preencheu outro lugar ao seu lado. Provavelmente para mascarar algo que não quer ver.
Não teve nem coragem de me dizer adeus. De me dizer siga sua vida porque não sinto mais nada por você. Não teve coragem simplesmente de dizer o mais simples: não te amo mais.
Posso dizer que você foi a maior alegria e a maior decepção que tive.
Eu te dei várias chances para conversar como um adulto. Mas você não quis. Pensou tanto em você e nem um minuto em mim. Tentando me preservar só me machucou.
Uma pena.
Por um tempo eu quis aquela pessoa de um tempo atrás. E hoje sei que ela se perdeu. Mas o tempo cura tudo e isso nós dois sabemos muito bem.
sábado, 18 de setembro de 2010
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